Perfil de João Alberto Bella Rosa da Fonseca, diretor secretário do Sindamares

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Perfil de João Alberto Bella Rosa da Fonseca, diretor secretário do Sindamares

João Alberto Bella Rosa da Fonseca é o secretário do Conselho Diretor do Sindamares. Graduado em Comércio Exterior e Logística, o capixaba trabalhou em todos os setores de uma Agência Marítima, o que lhe proporcionou grande conhecimento. “Sou muito grato a Deus por tudo que aprendi. Trabalhar com embarque e desembarque de carga geral foi a minha melhor escola. Apesar de não ser a função específica do agente marítimo, é inevitável o envolvimento”, pontuou João Bella Rosa.

A trajetória profissional do secretário do Sindamares começou, em 1986, na Agência Marítima Arens Langen. Em 1988, trabalhou em operações portuárias. A partir de 1990, passou a prestar os serviços de agenciamento marítimo, o que requer muita dedicação, comprometimento e atenção.

“Cuidar de ativos muito elevados nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente quando esses ativos são dos outros. Um dos pontos mais importantes é procurar estar sempre familiarizado e atento aos movimentos que acontecem nos portos e certificar-se de que todos os fundamentos sejam executados no tempo certo para que o navio entre e saia sem intempéries. Atenção e informação são fundamentais para fazer as coisas acontecerem da forma correta, pois a responsabilidade é muito grande”, ressaltou.

“Temos que estar atentos, observando o entorno. Um pequeno deslize pode comprometer toda uma cadeia. Nesses quase 29 anos no ramo, aprendi que, mesmo com treinamento adequado, não é qualquer pessoa que consegue ser agente marítimo. Tem que gostar, senão certamente não vai aguentar a pressão. É uma série de serviços que muitos não conseguem realizar, o que nos traz uma sensação de missão comprida”, acrescentou.

Sobre o futuro das Agências Marítimas, o gerente da Pennant Serviços Marítimos Ltda, acredita que caminham para uma integração cada vez maior com os setores e instituições que fazem parte dessa cadeia.

Pai de Jessica e Jaqueline, João é torcedor do Fluminense, faz dança de salão e gosta de construção civil. “Vivo fazendo reformas em casa. Sempre consertando alguma coisa. É a forma que encontro para relaxar e tentar pensar em algo que não faça parte do cotidiano de trabalho. A cobrança é grande, esquecem que somos seres humanos. Preciso desta válvula de escape”, comentou.

Como agente marítimo, João já trabalhou 76 horas ininterruptas, além de presenciar várias situações com tripulantes. “Até hoje, não sei como consegui ficar mais de três dias sem dormir. Além disso, vi muita coisa acontecer: navio com clandestino a bordo, que fiquei sabendo na hora da visita oficial; tripulante em choque com malária grau 3 e resgatado por helicóptero da Marinha; chefe de máquinas que teve ataque cardíaco fulminante; navio que bateu em outro na barra, embarcação com casco trincado e entrando água.... Bem, uma coisa é certa, não existe rotina, frequentemente temos um ‘incêndio’ para apagar “, finalizou.